A primeira avaliação de pudim que faço não poderia ser em outro lugar. Desde que descobri a Leiteria Ita no final de 2022, me apaixonei por esse simples balcão de mármore no coração de São Paulo.

No dia que comi o pudim, fui ao restaurante com alguns colegas de trabalho. Geralmente costumo levar novos contratados da empresa para a Leiteria como uma forma de batismo, e esse era um desses dias, então estávamos bem animados.
Como era uma quarta-feira, comecei o almoço com uma feijoada, que por ali é conhecida como Carioquinha. Uma feijoada bem simples, mas completa, com costela, torresmo, farofa, couve e molho de pimenta caseiro. De aperitivo é servida uma caipirinha carregada na cachaça.
A Carioquinha não é tão grande e sobrou bastante espaço para o tão esperado pudim.

A apresentação é a mais simples possível e combina com o cenário da Rua do Boticário. Um grande pedaço de pudim (descrito por alguns colegas como um “naco gigantesco”) é servido sobre um clássico prato branco com a colher já posicionada para o ataque. Por cima, o garçom derrama de uma chaleira o viscoso caramelo cor âmbar que adorna a sobremesa e pinga pelo prato.
Ao dar a primeira colherada, percebe-se que o pudim é bastante consistente, mas cremoso. O sabor do creme é leve e a calda complementa com um doce pungente. Difícil descrever tamanho o equilíbrio da sobremesa.
Infelizmente a experiência dura pouco, mesmo com a porção generosa. O pedaço inteiro de pudim custa R$ 7,00, e é possível pedir meia porção, no valor de R$ 3,50.
Apresentação: 🍮🍮🍮
Consistência: 🍮🍮🍮
Sabor do creme: 🍮🍮🍮🍮
Sabor da calda: 🍮🍮🍮🍮🍮
Média final: 🍮🍮🍮🍮